Virada teste do gabriel
Ki
Existem pessoas que você encontra em tech e pensa: “Ele era um gênio que sempre teve habilidades em programar.”
Gabriel Botelho Malenowitch não é essa pessoa.
“Cara, até os meus 16 anos eu tive dificuldade de trabalhar.”
Não é modéstia. E quem não? eu mesmo também era assim como ele: Matemática, escola, carreira. Nada chamava atenção. Nada segurava.
Mas o Gabriel teve uma trajetória diferente, a mãe dele começou a vender bombom.

Shō
A lógica era simples: postar nos grupos de Facebook, as pessoas compram, revendem, todo mundo ganha. Só que a mãe não tinha tempo. Delegou pra ele.
“Aí cara, fiquei uns dois meses postando. Mas aí pensei: dá pra fazer isso com programação. É totalmente repetitivo.”
Ele não sabia programar. Nem perto. Mas perguntou pra um amigo que já estava na faculdade de computação. O amigo confirmou: dava sim.
Isso foi o suficiente.
Gabriel abriu o curso de Python do Gustavo Guanabara, do Curso em Vídeo, e maratonou em um mês. No final do mês, tinha um jogo funcional feito em Python com Pygame. Quase mil linhas de código. Sem funções, sem boas práticas, sem nada, mas funcionando.
“Eu acho que ficou sem bug, inclusive.”
E nessa semana de maratona? Ficou em recuperação escolar. Tava estudando programação durante as provas.

Ten
O próximo capítulo tem nome: pandemia, 16 horas por dia de programação, e um aplicativo de memes que nunca saiu do papel.
Ele e um amigo decidiram construir juntos. Um aplicativo estilo Instagram, mas só de memes. Gabriel ficou com o front-end em Android Studio, Java. O amigo com o back-end. Meses programando.
“Aí a gente não deu conta de fazer porque precisava pagar hospedagem, a gente não tinha cartão de crédito. Tinha vontade, mas não tinha os recursos.”
O projeto morreu. Mas o que ficou foi o hábito.
“Eu acordava e passava o dia inteiro programando. Eram umas 16 horas seguidas, sem zoeira.”

Ketsu
Depois de um hiato de quase oito meses sem programar, Gabriel se formou no ensino médio, foi morar em Dourados, conciliou serralheria com estudo pra vestibular, e tomou uma decisão.
“Eu saí do ensino médio e pensei: não tem nada pra fazer. E não quero ser serralheiro, pedreiro, padeiro. Programação tem salário bom.”
Objetivo definido. Um ano inteiro estudando front-end web do zero. Depois um curso técnico EAD paralelo. Depois faculdade de Sistemas de Informação.
Depois Florianópolis.
Depois a Stone.
Não foi uma trajetória planejada. Não teve mentor, não teve escola especial, não teve recurso extra. Teve um filho que ficava postando bombom nos grupos pra ajudar a mãe, e que um dia perguntou se dava pra automatizar aquilo.
Dava.
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O Autor descreve: “Como amigo pessoal do Gabriel, conheço de perto suas batalhas e sacrifícios, e sei que se ele conseguiu, muitos lendo esse mesmo artigo também conseguem. essa é só uma das vivencias de pessoas que mudaram de vida com a area tech”